21.3.10

Cheguei jubiloso com a sensação de trabalho cumprido. Trabalho, esse, um projecto que me pertenceu durante meses e me roubou horas de sono e litros de suor. São sete da tarde, o sol já se foi, sento-me desafogado numa esplanada algures na margem do Douro. Sem grandes espantos: sotaque portuense, vinho branco (com gelo) e cervejas. O sotaque, esse, foi conquistado por um gajo que começa a ganhar contornos de grande amigo. A conversa é de circunstância, acompanhada das habituais trocas de galhardetes Lisboa-Porto e daquelas conversas que se tem mas não nos lembramos depois. Fala-se de política, misturam-se umas quantas histórias, e as gargalhadas começam a sair, porque com esta companhia era difícil não o fazer, quanto mais não fosse pelo sotaque.


0 comentários: