Estava numa auto-estrada qualquer, perdido no escuro dos candeeiros e no silêncio do rádio, quando me ligaram. Soube ali mesmo antes de ter atendido o telefone. Aliás soube antes. Quando a visitei. Da última vez que a vi já não guardava forças para nada a não ser aquele olhar azul, brilhante de ternura e uma mão de pele macia que apertou a minha até que percebêssemos os dois que dizíamos adeus.
Sinto-lhe falta já.
Não chorei ainda.
Invadiu-me uma calma estranha.
Faço um esforço por sintetizar memórias, para lhe reduzir a vida toda ao nosso amor.
Lembro, mais que tudo a sua meninice. A candura com que olhava para a vida para que ela nos parecesse mais suave.
Uma vida inteira a preparar-me para isto e agora parece só uma coisa muito distante.
Sinto-lhe falta já.
Não chorei ainda.
Invadiu-me uma calma estranha.
Faço um esforço por sintetizar memórias, para lhe reduzir a vida toda ao nosso amor.
Lembro, mais que tudo a sua meninice. A candura com que olhava para a vida para que ela nos parecesse mais suave.
Uma vida inteira a preparar-me para isto e agora parece só uma coisa muito distante.

0 comentários:
Enviar um comentário